FESTIVAL INTERNACIONAL DOURO JAZZ 2025
- Distrito de Vila Real
- | Concelho: Vila Real
O programa do último trimestre do ano está aí. A primeira quinzena de Outubro é ocupada sobretudo com o Festival Internacional #DouroJazz, que tem como cabeça-de-cartaz a mundialmente famosa THE GLENN MILLER ORCHESTRA. Caso de sucesso em Portugal, com actuações esgotadas em todas as salas por onde passa, a The Glenn Miller Orchestra, dirigida pelo maestro Ray McVay, recorda nos seus espectáculos grandes sucessos como “Moonlight Serenade”, “In The Mood”, “Tuxedo Junction” ou “Chattanooga Choo Choo”. Ray McVay dirige vinte talentosos músicos e cantores num espectáculo que, como num estalar de dedos, nos faz recuar até aos anos trinta.
Logo a abrir o mês de Outubro e o programa do festival, sobe ao palco um projecto que junta a ORIQUESTRA DE JAZZ DO DOURO com um dos grandes nomes da música portuguesa, JÚLIO PEREIRA. “Rasgar”, nome do espectáculo, reinventa a música do mestre do cavaquinho para a sonoridade de uma big band de jazz.
Logo a seguir, actua, pela primeira vez no Teatro de Vila Real, a ORQUESTRA DE JAZZ DO HOT CLUBE DE PORTUGAL. Fundada em 1991, a big band reúne alguns dos melhores músicos de jazz nacionais. Com uma história rica de colaborações e apresentações em prestigiados festivais e eventos, a orquestra já trabalhou com músicos renomados como Freddie Hubbard, Benny Golson, Curtis Fuller e Eddie Henderson, entre outros. Sob a direcção artística de Pedro Moreira, a orquestra continua a ser uma referência no panorama jazzístico português.
Os novos grandes talentos do jazz têm espaço nesta edição com três concertos em parceria com a Associação Porta Jazz.
MIGUEL RODRIGUES, em quarteto, apresenta “Antídoto”, procurando, através da improvisação em grupo, do diálogo musical e da mistura de diferentes cores e sons, espelhar a liberdade, a cooperação e a capacidade de criar beleza no caos.
Em trio, JOSÉ VALE apresenta “Summer School”, uma experimentação sonora que mergulha nas raízes do jazz experimental, inspirando-se nas composições icónicas de Thelonious Monkn e no espírito livre e atonal de Ornette Coleman.
Por fim, JOÃO MARTINS apresenta em quinteto “Oximoro”, um álbum que mergulha nas contradições e nos paradoxos, reflectindo a tensão entre opostos. O disco explora a constante busca por equilíbrio entre caos e harmonia, as faixas desenrolam-se com uma liberdade criativa onde os músicos se entregam a improvisações espontâneas, criando paisagens sonoras imprevisíveis.
Há ainda espaço para um concerto participado espontaneamente pelo público (sábado 11 à tarde, no Café-Concerto). Trazendo instrumentos ou não, o público é convidado a interagir com a banda em palco. Um momento para famílias, para quem esteja de passagem, ou para quem já esteja predisposto a fazer música, seja de que área for.